terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O modo certo

Sou fã das tirinhas do Calvin e Haroldo e sempre que releio na minha vasta biblioteca "infantil" acho algumas páginas com situações que me lembram o ambiente de agência. Esta aqui levanta uma discussão interessante.












Para muitos chefes essa é a forma mais indicada de trabalhar. Claro, existem equipes e equipes. Gestores e gestores. Quem possui uma equipe na mão, não precisa recorrer ao "falso prazo" ou a algum recurso que coloque o criativo em xeque. Claro que, em algumas situações, a falta de prazo acaba fazendo a gente, digamos, aumentar o rendimento. Mas toda hora, cansa.

Nossa profissão não é ciência exata e a criatividade realmente não é uma torneira. E as ideias, não são formadas do nada, como o famoso grito do Arquimedes. É um processo intelectual e interno que seu cérebro faz sem mesmo você perceber. Sabe quando você quer lembrar de um nome ou de uma palavra e não consegue na hora? Daí de repente, quando você está fazendo uma outra coisa, às vezes horas ou dias depois da tentativa, vem à cabeça a palavra esquecida? Seu cérebro estava lá buscando no HD a informação, sem te perturbar. E ele acha.












Assim são as referências e os atalhos que buscamos ao solucionar um problema de comunicação, que resulta numa ideia, numa peça criativa. Cada um tem sua forma, cada um reage melhor ou pior à pressão dos prazos e de pessoas "fungando no seu pescoço". Escolher a sua forma de trabalhar e brigar por prazo é sempre válido!





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dia mundial da propaganda

Amanhã é o Dia Mundial da Propaganda :) Nada melhor que rever os melhores comerciais do Universo. Qual o seu preferido? É tanta coisa boa que eu fico na dúvida.

Panificadora Alfa e o cacetinho

A "força" do Hulk na Mearim 

A interpretação digna de oscar para a Selaria Texana

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Para você que tem mais de 17 anos (de mercado ou de idade)

Dia desses estava conversando com uns amigos e relembrando como era difícil a gente conseguir referências para trabalhar em cima de uma idéia. Na verdade, na época que comecei a faculdade, nem computador tinha disponível (calma lá, nem sou tão velho assim).

Sabe aquelas quinhentas fotos que hoje a gente escolhe no banco de imagem online? Amigo(a), era tudo físico, uns livros que pesavam uma tonelada e a gente costumava marcar as fotos com post-it. Depois, tínhamos que escanear a foto escolhida, que costumava ficar com o famoso moiré. Salve o comando blur seguido do Unsharp do Photoshop.

Anúncio feito e aprovado, dificilmente se comprava a foto do tal livro do banco de imagem. Isso por que era necessário enviar a "foto" para a agência via Correios em forma de cromo (dá uma olhada aqui se você nunca ouviu falar), pedir para escanear a foto fora da agência, nos bureaus de tratamento, porque scanners comuns não faziam o serviço. Só então poderíamos trabalhar na imagem e montar o anúncio. Esse processo demorava uns 10 dias, no mínimo. Ahahahahaha, é sério. 

Por um lado isso era bom para o mercado fotográfico. Na maioria das vezes, por causa desse processo longo que citei, a gente "reproduzia" a foto com um profissional daqui. Foi a época de ouro dos nossos amigos fotógrafos e também formava o Diretor de Arte, que precisava pensar a imagem em detalhes, já que também não tinha fotografia digital. Eram uns 36 cliques, no máximo, que você só via depois de revelado. Nada de ficar vendo o visor LCD da câmera, não tinha isso :(

Fico lembrando quanto tempo a gente tinha para realizar uma simples pesquisa. Hoje, com as facilidades da tecnologia a gente se vira, mas vira escravo da velocidade e "consegue" resolver um anúncio em alguns minutos, que triste! Difícil resistir ao Google e tantos outros sites que, sim, são importantes e úteis. Mas a forma do feed antigo tem que estar presente na rotina do criativo. Cinema, livros (muitos), música, viagens e até uma volta na rua ainda são fundamentais para que a gente consiga se desligar um pouco da facilidade digital de hoje e criar nossa própria biblioteca de referências.